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A certificação PMP completa 30 anos

pmp_30_anos_O PMI® está comemorando os 30 anos da certificação PMP®. Lançada em 1984, a credencial Project Management Professional (PMP®) é a certificação de gerenciamento de projetos mais antiga e mais amplamente reconhecida no mundo.

Este reconhecimento é percebido através de maior empregabilidade e salário mais elevado: segundo a oitava edição da PMI Project Management Salary Survey, a certificação impacta positivamente os salários dos gerentes de projetos. Hoje, mais de 650.000 profissionais detêm a certificação PMP, que continua a ser uma das credenciais mais desejadas do mundo.

UM POUCO DE HISTÓRIA

O PMI foi fundado em 1969. A ideia de que práticas de gerenciamento de projetos poderiam ser documentadas começou a ser discutida a partir de 1976, durante o Seminário do PMI realizado em Montreal, juntamente com o conceito de gerenciamento de projetos como uma profissão.

Estas discussões continuram até 1981, quando o Conselho de Administração do PMI aprovou formalmente um projeto, conhecido como Ethics Standards and Accreditation (ESA), cujos resultados foram publicados como um relatório especial no Project Management Journal de agosto de 1983 e incluíam:

  1. Um código de ética, orientando a conduta do profissional de gerenciamento de projetos e um procedimento para sua aplicação;
  2. Uma linha de base de conhecimento padrão, com o conteúdo e a estrutura do conjunto de conhecimentos da profissão, consistindo de seis principais “funções”: escopo, custo, tempo, qualidade, RH e comunicação. O termo “funções foi usado com base nas típicas “funções” da área de projetos de uma grande empresa (ätualmende denominadas “áreas de conhecimento”);
  3. Recomendações sobre o credenciamento de cursos fornecidos pelas instituições e sobre certificação individual dos profissionais, que serviram de base para os primeiros programas de acreditação e certificação do PMI.

Em 1984 surgiram os primeiros certificados PMP. A versão inicial do exame continha 40 questões em cada uma das 6 “funções” e era necessário acertar pelo menos 70% das questões para ser aprovado. Esta versão do exame era multi-escolha, apresentava 5 opções e incluia um grande número de opções de combinação (“todas as anteriores”, por exemplo).

Em 1986/87 o Board do PMI aprovou um segundo projeto visando rever e melhorar os documentos de 1984. Além de revisar as seis “funções” originais, “funções” relacionadas a riscos e aquisições foram adicionadas, juntamente com uma seção sobre a estrutura do gerenciamento de projetos , inserindo-o em um ambiente mais amplo e relacionado ao gerenciamento geral. Este trabalho foi publicado como o “Project Management Body of Knowledge (PMBOK)” em 1987.

Naquele momento o exame PMP apresentava 40 questões para cada uma das 8 “funções”, sendo necessário acertar pelo menos 70% em cada uma delas para ser aprovado. O exame durava um dia inteiro, sendo composto de 320 questões de múltipla escolha, as primeiras 160 feitas em 3 horas e 20 minutos pela manhã e as demais 160 feitas à tarde, em mais 3 horas e 20 minutos (para quem acha que hoje o exame é cansativo…). Além disso, foram eliminadas as opções “todas as anteriores” e o número de opções foi alterado de 5 para 4.

Entre 1991 e 1996, foi feita uma grande revisão do PMBOK. A área de conhecimento Gerenciamento da Integração foi adicionada e o documento foi reorganizado com a introduçao de “processos” visando normalizar o fluxo de informações dentro de um projeto (com entradas, ferramentas e técnicas e saídas). O novo guia foi denominado “A Guide to the Project Management Body of Knowledge” (“Um Guia para o Conjunto de Conhecimento em Gerenciamento de Projetos”), a primeira edição do Guia PMBOK®, como o conhecemos hoje.

O exame PMP mudou novamente na segunda metade da década de 1990. Foi introduzida a opção de fazer o exame em computador através dos centros da Prometric, de 320 questões passou para 200 questões e o grau para aprovação baixou de 70% em cada área de conhecimento para 61% no total. Com o novo formato e facilidade de acesso, o exame PMP espalhou-se pelo mundo.

Foi em 1997 que eu obtive minha credencial, quando ainda trabalhava na Hewlett-Packard. Quase 20 anos depois, na PM Tech®, continuo envolvido na preparação do pessoal para o exame, já tendo ministrado mais de 140 turmas para cerca de 3000 alunos.

Sendo também uma norma ANSI, o Guia PMBOK® requer atualizações regulares, o que ocorre a cada 4 anos. Assim, foi atualizado em 2000, 2004, 2008 e 2012. A atualização de 2012 incluíu a nova área de conhecimento de Gerenciamento das Partes Interessadas.

O FUTURO

Certamente existem outros guias excelentes, porém todas as visões de gerenciamento de projetos têm o Guia PMBOK® como base. A norma ISO 21500:2012 – Guidance on project management, por exemplo, foi fortemente influenciada pelo Guia PMBOK®. O trabalho na 6ª edição está em andamento visando sua publicação em 2016 e cobrança nos exames a partir de 2017.

Juntamente com as atualizações do Guia PMBOK® o PMI realiza estudos de delimitação junto ao mercado e altera as especificações do exame. Desse modo, embora o exame PMP tenha 30 anos de idade, permanece como essencial para quem quer comprovar conhecimentos em gerenciamento de projetos.

Veja um video do PMI para homenagear os PMPs

Mauro Sotille

Especialista em gerenciamento de projetos, programas, portfólio e riscos. Com 25 anos de experiência em gerenciamento de projetos, foi responsável por mais de 50 projetos em diversos países. Atuou em empresas como Hewlett-Packard, Saab Sweden e Dana. É Diretor da PM Tech, onde fornece capacitação profissional e consultoria a organizações na implantação bem-sucedida de cultura corporativa de Projetos. Foi Mentor do Project Management Institute (PMI) para o Brasil, Presidente do PMI-RS e membro da equipe que desenvolveu o Guia PMBOK® e outros guias. Certificado pelo PMI como Project Management Professional (PMP) desde 1998 e Risk Management Professional (PMI-RMP), é autor de livros sobre Gerenciamento de Projetos, Escritórios de Projetos (PMO) e Certificação PMP. Doutorando em Administração de Empresas, possui MBA em Administração, pós-graduação em Computação e graduação em Informática e em Engenharia Mecânica. É professor convidado junto à Fundação Getúlio Vargas e outras instituições.

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