Erros comuns ao desenvolver uma EAP

Por |2016-11-07T11:32:54+00:0004/08/2016|3 Comentários  |  Download PDF Versão em PDF  |  Imprima esse artigo Imprima esse artigo
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EAP_roundCriar uma Estrutura Analítica do Projeto (EAP) envolve a subdivisão das entregas e do trabalho do projeto em componentes menores. Ao realizar a decomposição hierárquica do escopo total de um projeto em componentes-pai e componentes-filhos (subcomponentes) até o nível de pacotes de trabalho (entregas no nível mais baixo da EAP) podemos cometer alguns enganos.

Neste artigo apresentamos alguns erros comuns e algumas dicas sobre como estruturar adequadamente uma EAP em sua forma gráfica.

Usualmente, uma EAP exibe seus componentes-filhos horizontalmente, logo abaixo dos componentes-pai (grupos ou sumários), desta maneira:

EAP Horizontal

Porém, os elementos da EAP podem ser apresentados verticalmente, desta maneira:

EAP Vertical

Em cada um dos exemplos acima, os Pacotes de Trabalho são subordinados ao elemento grupo ou sumário.

Evite apresentar a EAP desta maneira:

EAP Incorreta

Ao decompor um componente devemos nos certificar de que todos os componentes-filhos reunidos representem a totalidade do componente-pai. Não devemos ter filho único na EAP, pois desse modo estaremos repetindo o mesmo componente com outro nome.

No exemplo, o Pacote de Trabalho 3 é subordinado ao Pacote de Trabalho 2 e esta por sua vez é subordinado ao Pacote de Trabalho 1. Ambos os Pacotes de Trabalho 1 e 2 são sumários neste exemplo e o único pacote de trabalho real é o Pacote de Trabalho 3.

Outro engano usual:

Decomposição Incorreta

Não podemos ter um componente que possua mais de um componente-pai.  Do mesmo modo:

Erro na decomposição da EAP

Se você quiser saber mais sobre os processos envolvidos na criação da EAP, a PM Tech tem um treinamento específico Desenvolvendo a EAP. Exercícios sobre desenvolvimento de EAP também são realizados em nossos cursos regulares.

Mauro Sotille

Especialista em gerenciamento de projetos, programas, PMO e riscos. Com 25 anos de experiência em gerenciamento de projetos, foi responsável por mais de 50 projetos em diversos países. Atuou em empresas como Hewlett-Packard, Saab Sweden e Dana. É Diretor da PM Tech, onde fornece capacitação profissional e consultoria a organizações na implantação bem-sucedida de cultura corporativa de Projetos. Foi Mentor do Project Management Institute (PMI) para o Brasil, Presidente do PMI-RS e membro da equipe que desenvolveu o Guia PMBOK® e outros guias. Certificado pelo PMI como Project Management Professional (PMP) desde 1998, Risk Management Professional (PMI-RMP) e PMO-CC, é autor de livros sobre Gerenciamento de Projetos, Escritórios de Projetos (PMO) e Certificação PMP. Doutorando em Administração de Empresas, possui MBA em Administração, pós-graduação em Computação e graduação em Informática e em Engenharia Mecânica. É professor convidado junto à Fundação Getúlio Vargas e outras instituições.

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3 Comments

  1. Pedro 5 de agosto de 2016 em 13:37

    Muito bom, embora não tenha enfocado o maior problema ao desenvolver a EAP: Até quando devemos decompor.

  2. Jorge Oliveira 12 de agosto de 2016 em 16:55

    Pelo que entendi, a decomposição deve se estender até o pacote básico de entrega. Não é isso?

  3. Mauro Sotille 12 de agosto de 2016 em 18:44

    Jorge,
    A decomposição é feita até o nível de pacote de trabalho, que é o trabalho definido no nível mais baixo da EAP para o qual o custo e a duração podem ser estimados e gerenciados. O nível de decomposição é frequentemente guiado pelo grau de controle necessário para gerenciar o projeto de forma eficaz. O nível de detalhe dos pacotes de trabalho variará com o tamanho e complexidade do projeto.
    Abs,

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