O risco de Incidentes cibernéticos lidera a lista de riscos para empresas Brasileiras em 2018

Por | 2018-05-11T13:46:19+00:00 04/02/2018|0 Comentários  |  Download PDF Versão em PDF  |  Imprima esse artigo Imprima esse artigo

Os incidentes cibernéticos serão o principal risco para as empresas Brasileiras em 2018.  Esta é uma das principais descobertas do Barômetro de Risco Allianz, que é publicado anualmente pela seguradora Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS). O relatório de 2018 baseia-se na visão de de 1.911 especialistas em risco de 80 países.

Entre os entrevistados dos Brasil, o principal risco foi a ameaça de um incidente cibernético, com 38% das respostas, classificado pela primeira vez como o maior perigo, saindo do terceiro lugar (23% das respostas) em 2017. Este risco tirou o primeiro lugar da interrupção do negócio, que caiu para o segundo lugar com 34% das respostas.

Os riscos de perda de reputação, mudanças climáticas e novas tecnologias entraram na lista Brasileira este ano.

Os 10 maiores riscos no Brasil

Rank 2018 Percentual Rank 2017
1. Incidentes cibernéticos (Ex.: crimes cibernéticos, falhas de TI, violação de dados) 38% 3 (23%)
2. Interrupção do negócio (incluindo interrupção da cadeia de suprimentos) 36% 1 (54%)
3. Evolução do mercado (Ex.: volatilidade, intensificação da concorrência / novos entrantes, estagnação do mercado, flutuação do mercado) 26% 4 (21%)
4. Mudanças na legislação e regulamentação (Ex.: Mudança de governo, sanções econômicas, protecionismo, desintegração da zona do euro) 23% 5 (18%)
5. Perda de reputação ou valor da marca 22%
5. Catástrofes naturais (Ex.: tempestade, inundação, terremoto) 22% 7 (16%)
7. Roubo, fraude e corrupção 18% 5 (18%)
8. Mudança climática / aumento da volatilidade do clima 17%
9. Fogo, explosão 16% 7 (16%)
9. Novas tecnologias (Ex.: impacto da interconectividade crescente, nanotecnologia, inteligência artificial, impressão 3D, drones) 16%

O Barômetro de Risco Allianz classifica os principais riscos para empresas em 2018

O ano de 2018 será perigoso para grandes corporações globais de acordo com o relatório da Allianz. O Barómetro de Risco mostra uma grande fragilidade em um mundo de negócios conectado digitalmente.

“Os incidentes cibernéticos são uma das principais causas de interrupção dos negócios para as empresas globalizadas de hoje, cujos ativos primários são muitas vezes dados, plataformas de serviços ou seus grupos de clientes e fornecedores”, disse Chris Fischer Hirs, diretor executivo da Allianz Global Corporate & Specialty. “Os graves desastres naturais do ano passado nos lembram que o impacto de perigos perenes também não deve ser subestimado”.

Resultados mundiais

A nível mundial, o risco mais citado é a interrupção do negócio (1º lugar, com 42% das respostas / era o 1º  em 2017), quem tem causas como novos gatilhos decorrentes da digitalização e interconexão, e que, tipicamente, não apresentam danos físicos, porém alta perda financeira.

O risco relacionado a incidentes cibernéticos, tais como vazamento de dados, segurança de rede, ataques de hackers ou IA cibernética (2º lugar globalmente, com 40% das respostas, 3º lugar em 2017) tem tendência ascendente no Barómetro de Risco Allianz.  É o principal risco comercial em 11 países pesquisados ​​e na região das Américas e o 2º na Europa e Ásia-Pacífico. Cinco anos atrás, foi classificado no 15º lugar.

Ele também se classifica como o risco mais subestimado e o principal perigo a longo prazo.

Os riscos cibernéticos continuam a evoluir

Christof Bentele, chefe global de gerenciamento de crises da Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS), disse que o seguro cibernético cresceu significativamente nos últimos três anos. Começou nos Estados Unidos e, depois de algumas empresas terem que pagar para encerrar ataques cibernéticos, tornou-se mais popular.

“É como os primeiros dias do seguro para Diretores”, disse Bentele. Foi vendido em todo os EUA enquanto os europeus perguntaram se eles realmente precisavam disso. Agora, a cobertura para a Diretoria é generalizada e ele espera que o seguro cibernético também se torne uma necessidade comercial

A digitalização está mudando a natureza das ameaças empresariais.

“Como muitas empresas passam de ser ricas em ativos físicos para derivar mais valor de intangíveis e serviços, cada vez mais a interrupção está sendo desencadeada por exposições de risco não tradicionais que não causam danos físicos, mas que resultam em perda de renda – a chamada interrupção dos negócios sem danos (NDBI) “.

Eventos recentes como WannaCry e Petya ransomware trouxeram prejuízos financeiros significativos para uma grande quantidade de negócios. Outros, como o botnet Mirai, o maior ataque de negação de serviço distribuído (DDoS) em grandes plataformas e serviços de Internet na Europa e América do Norte, no final de 2016, demonstram a interconectividade dos riscos e a dependência compartilhada da infraestrutura comum da internet e prestadores de serviços. Em um nível individual, falhas de segurança recentemente identificadas em chips de computador em quase todos os dispositivos modernos revelam a vulnerabilidade cibernética das sociedades modernas. O potencial de ocorrência dos eventos chamados de “furacões cibernéticos”, onde os hackers perturbarão um número maior de empresas visando as dependências comuns de infraestrutura, continuará a crescer em 2018.

Outros riscos

As catástrofes naturais (3º lugar com 30% das respostas, 4º lugar em 2017) também são uma preocupação crescente para as empresas, após um recorde de 135 bilhões de dólares em perdas em 2017, fazendo com que a mudança climática e riscos associados à maior volatilidade do clima (10º) apareça nos 10 principais riscos mais importantes pela primeira vez

Enquanto isso, o impacto de risco das Novas Tecnologias (7º lugar em 2018 / 10º lugar em 2017) é um dos que mais cresceram, já que as empresas reconhecem que inovações como a inteligência artificial ou a mobilidade autônoma podem criar novos passivos e perdas em grande escala, bem como oportunidades no futuro. Por outro lado, as empresas estão menos preocupadas com os desenvolvimentos do mercado (4º lugar em 2018 / 2º lugar em 2017) do que há 12 meses.

Acesse o aqui o relatório completo (em inglês).

Mauro Sotille

Especialista em gerenciamento de projetos, programas, PMO e riscos. Com 25 anos de experiência em gerenciamento de projetos, foi responsável por mais de 50 projetos em diversos países. Atuou em empresas como Hewlett-Packard, Saab Sweden e Dana. É Diretor da PM Tech, onde fornece capacitação profissional e consultoria a organizações na implantação bem-sucedida de cultura corporativa de Projetos. Foi Mentor do Project Management Institute (PMI) para o Brasil, Presidente do PMI-RS e membro da equipe que desenvolveu o Guia PMBOK® e outros guias. Certificado pelo PMI como Project Management Professional (PMP) desde 1998, Risk Management Professional (PMI-RMP) e PMO-CC, é autor de livros sobre Gerenciamento de Projetos, Escritórios de Projetos (PMO) e Certificação PMP. Doutorando em Administração de Empresas, possui MBA em Administração, pós-graduação em Computação e graduação em Informática e em Engenharia Mecânica. É professor convidado junto à Fundação Getúlio Vargas e outras instituições.

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